Entre no Jusbrasil para imprimir conteúdo de Decisões

Imprima Decisões de vários Tribunais em um só lugar

Acesse: https://www.jusbrasil.com.br/cadastro

jusbrasil.com.br
22 de Maio de 2018

A Necessidade de Didática dos Professores no Âmbito da Academia - Parte 10

Jezer Munhoz, Estudante
Publicado por Jezer Munhoz
há 5 meses

Cada professor projeta sua personalidade em forma de didática em suas aulas, na maioria dos casos. O método didático escolhido é diretamente influenciado pela personalidade do mestre. Em diversas situações, podemos observar a tamanha flexibilidade de professores em sala de aula.

O professor conheceu seus novos alunos em determinado ano letivo da universidade. Seus alunos foram confiantes à direção do curso para que fosse oportunizado que o professor lecionasse novamente no próximo ano. E conseguiram, foram prontamente atendidos. Ao início do segundo ano letivo perceberam que algo estava diferente, as situações e reações estavam acontecendo fora de escala esperada pelos alunos. O professor tornou-se mais exigente, e muito mais que isso: carrasco com seus alunos! Era completamente intolerante com respostas parcialmente incorretas; exigia a leitura de livros que tinham apenas um exemplar na biblioteca da universidade e tinham em pouquíssimos sebos da cidade, e mais: nenhum livro nas prateleiras das livrarias. Algo estava diferente no professor.

A flexibilidade é uma virtude a ser louvada, porquanto permite a identificação com a maioria dos alunos, e, consequentemente, pode levar a um melhor aprendizado. Não está em referência os que são demasiadamente flexíveis, pois estes implantam em seus alunos desinteresse e falta de motivação. Está-se em discussão a dureza de professores que não permitem que seus alunos possam se aproximar e chamá-los de colegas, amigos, companheiros. As más condutas de um discente levam os alunos a terem quadros psicológicos e ou psiquiátricos, como foi abordado em outros artigos.

É visível a flexibilidade existente na própria personalidade jovial de professores. São muitos os jovens que são flexíveis. É tipo da condição física de professores com mais de 50 anos não terem tanta flexibilidade, mas o que não impede de eles terem uma conduta mais flexível para com seus alunos. Isto não quer dizer que deve-se aceitar atividades fora do prazo estipulado. O que se procura dizer é a postura na exposição do conteúdo, na interação com a turma.

O professor tem um arcabouço muito grande de conhecimento em área jurídica. É notável! Entretanto, não aprendeu sobre o que é gestão da emoção. Está-se formando, em grande quantidade, muitos profissionais hábeis em manusear o conhecimento transmitido em sala de aula, mas péssimos seres humanos, que, aos professores aplicarem grande pressão sobre os alunos e não ensinarem como administrar as informações transmitidas, estão perdendo no jogo da saúde mental.


A escola deve ser um complemento à educação familiar. E, para isso, os professores precisam saber educar a emoção e trabalhar as funções mais importantes da inteligência para formar pensadores, e não repetidores de informações. (CURY, 2014, p. 71)


Qual a razão de aplicar grande pressão sobre o alunado? Na esperança deles tornarem-se grandes profissionais? Só o fato de os alunos admitirem que são seres humanos, com suas qualidades e defeitos, já são gigantes em um planeta em que é negada a aceitação que somos meros mortais.

Mas, por incrível que pareça, este professor, talvez em suas reflexões diárias sadias, mudou seu pensamento devastador para a saúde mental de seus sucessores, seus alunos. Ele, ao invés de continuar na determinação de leitura de um livro que não estava acessível à quase ninguém, solicitou que os discentes realizassem a leitura de três artigos, dispostos na internet. Não se sabe o porquê da mudança. O que se sabe é que os ajustes realizados de última hora incentivaram, motivaram, até trouxeram mais alegria para que os alunos pudessem encarar a prova - em meio a tantas no fim de semestre -, em fim de ano, com mais autoconfiança.

Não é necessário que se aplique grande pressão sobre os discentes para que aprendam mais e melhor, basta manusear corretamente os recursos didáticos que hoje estão cada vez mais acessíveis, em um universo de informações imenso. Pode-se, por exemplo, ao invés de aplicar provas objetivas – ou de forma concomitante – casos para que possam solucionar utilizando recursos acessíveis, tal como a criatividade.

Referências

CURY, Auguto. Ansiedade: como enfrentar o mal do século: a Síndrome do Pensamento Acelerado: como e por que a humanidade adoeceu coletivamente, das crianças aos adultos. 1ª ed.. São Paulo: Saraiva, 2014.

0 Comentários

Faça um comentário construtivo para esse documento.

Não use muitas letras maiúsculas, isso denota "GRITAR" ;)